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Saiba quais são os tumores cerebrais mais comuns em crianças

De difícil diagnóstico, esses tumores podem variar de gravidade e devem ser removidos cirurgicamente

novembro 10, 2019

Tumores intracranianos são os tipos de tumores mais comuns em crianças. O diagnóstico geralmente é difícil já que os sintomas podem ser encontrados em outras doenças. Os mais comuns são dores de cabeça recorrentes e vômitos sem déficit focal. Outros sintomas de tumor cerebral em uma criança podem incluir convulsões, desmaios, déficit focal neurológico, aumento da pressão intracraniana, meningismo e desequilíbrio hormonal.

Gliomas são os tipos mais comuns de tumor cerebral em uma criança

Mais da metade de todos os tumores cerebrais pediátricos são gliomas. Eles são classificados em diferentes graus, segundo a Organização Mundial de Saúde, de I a IV, sendo os de grau I menos graves e os de grau IV, mais graves. 

Gliomas de baixo grau são o tipo mais comum. De uma forma geral, crianças com esses tipos de tumores apresentam aumento da pressão intracraniana ou convulsões. Astrocitomas pilocíticos são o tipo mais comum de glioma de baixo grau e ocorrem principalmente em crianças mais jovens, em média aos quatro anos.

O tratamento para os gliomas de baixo grau geralmente são a cirurgia, auxiliada pelo mapeamento cerebral funcional com exames de imagem. No caso de o tumor estar localizado em áreas que não podem ser operadas, o tratamento é a quimioterapia ou radioterapia.

Gliomas de alto grau são mais severos

Os gliomas de alto grau na infância costumam apresentar sintomas são mais severos, como pressão intracraniana elevada ou déficit neurológico focal. Convulsões, nesse caso, são menos comuns.  

O tratamento dos gliomas de alto grau geralmente combinam retirada, seguida de radioterapia ou quimioterapia. As taxas de sobrevida de cinco anos são de 20% a 40% para crianças com astrocitoma anaplásico.

Ependinomas intracranianos mais comuns até os quatro anos

Os ependimomas intracranianos são tumores cerebrais comum em crianças, compreendendo de 2% a 9% de todos os tumores do sistema nervoso central nessa faixa etária. Ocorrem mais comumente entre o nascimento e os 4 anos de idade. Meninos têm uma probabilidade de 1,4 vez maior do que meninas. Suas causas ainda são desconhecidas.

Entre os sintomas estão dor de cabeça, vômito e letargia. Mais tarde, podem ocorrer outros sintomas mas severos. O tratamento com melhor resultado é a cirurgia. De 30% a 50% dos ependinomas da fossa posterior podem ser totalmente removidos. Geralmente, a taxa de sobrevida em cinco anos para crianças com ependimomas intracranianos é de aproximadamente 50% a 60% e a sobrevida em dez anos é de aproximadamente 40% a 50%.

Meduloblastoma tem prognósticos baixos de sobrevivência

O meduloblastoma é o segundo tumor de fossa posterior mais comum em crianças e representa 15% a 25% dos tumores cerebrais pediátricos. Ele ocorre geralmente nos primeiros dez anos de vida, sendo mais comuns entre 3 e 4 anos e 8 anos e 9 anos de idade. A remoção cirúrgica completa também é indicada nesse caso, acompanhada de radioterapia. Os prognósticos atuais de sobrevivência não são muito altos. 

Craniofaringioma tem baixa mortalidade

O craniofaringioma é o tumor intracraniano que não é glioma mais comum da infância. Esse tumor pode ocorrer em qualquer idade, mas a incidência maior é entre cinco a nove anos. Meninos e meninas são igualmente afetados. Os sintomas geralmente são problemas de crescimento. Podem ocorrer também perda visual, dor de cabeça, apatia, incontinência, depressão, perda de memória e alterações mentais.

Em 15% a 30% dos pacientes, os sintomas apresentados estão relacionados exclusivamente à hidrocefalia. A cirurgia do tumor pode ser realizada após a descompressão dos ventrículos e a estabilização do paciente. A mortalidade é muito baixa nesses casos. 

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