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Medula ancorada: correção cirúrgica em caso de sintomas

Síndrome da medula ancorada provoca uma série de sintomas como problemas motores e de controle da bexiga e intestino

dezembro 16, 2019

A síndrome da medula ancorada é um distúrbio neurológico causado pela fixação anormal da coluna vertebral, impedindo que a medula suba, durante o crescimento da criança, para a área correta. E pode tanto ser causada por uma outra condição como a mielomeningocele, por tumores ou traumas na coluna. No entanto, a primeira condição é a mais comum em crianças.

A medula ancorada causa uma série de sintomas debilitantes tanto da parte motora quanto da bexiga e intestino, dores nas costas, formigamento nas pernas. Frequentemente a medula ancorada está associada a algum sinal cutâneo na região lombar, como uma massa de gordura, uma covinha profunda ou descoloração de pele.

Embora seja raro, um paciente com medula ancorada pode continuar sem diagnóstico até a idade adulta. Nesses casos, a tensão na medula espinhal aumenta, levando a problemas sensoriais e motores, além de perda do controle da bexiga e do intestino e até deformidades de coluna vertebral como escoliose. Portanto, se o especialista desconfiar da existência dessa condição, deve pedir exames que vão desde o ultrassom (em bebês pequenos) à ressonância magnética.

Cirurgia de medula ancorada só em caso de sintomas neurológicos

O procedimento cirúrgico para a desancoragem da medula só é realizado se forem observados sintomas neurológicos de estiramento da medula. Por isso, deve-se acompanhar a criança com sinais de ancoramento ao longo do crescimento, monitorando a função urinária e o desenvolvimento motor. O procedimento é relativamente seguro e em 98% dos casos não tem complicações. Quando elas ocorrem, as mais comuns são infecção, sangramento e danos à medula espinhal, que podem resultar em diminuição da força muscular ou na função da bexiga ou intestino. Além disso, no caso de crianças, como estão em crescimento, em 10% a 20% dos casos é necessária uma nova cirurgia.

O acompanhamento imediatamente pós-cirurgia é imprescindível e feito com o neurocirurgião responsável. Geralmente, inclui fisioterapia/terapia ocupacional. Após algum tempo, o acompanhamento com o neurocirurgião pode voltar a ocorrer conforme a necessidade ou se os sintomas retornarem.

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